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Centro De Apoio Aos Professores Com Alunos Inclusivos – CAPAI

APRESENTAÇÃO DO CONTEÚDO

Na coluna ao lado, em Teorias e Práticas Pedagógicas, você encontrará 48 aulas liberadas que foram parte do CENTRO DE APOIO AOS PROFESSORES COM ALUNOS INCLUSIVOS – CAPAI.

Criado por Emílio Figueira, o CAPAI reunia em um só lugar, um vasto conteúdo e conhecimento didático sobre Educação Inclusiva, o qual os professores levariam anos para conseguir agrupar e apreender! E, em parceria com a UNICEAD, os membros recebiam certificados de especialização com 180 horas/aulas.

Por motivos pessoais, o CAPAI durou só três anos. Esse conteúdo foi publicado no livro EDUCAÇÃO INCLUSIVA – TEORIAS E PRÁTICAS PEDAGÓGICAS. (Só para citar de passagem, embora tudo o conteúdo esteja aqui livremente, caso você se interesse pelo livro impresso clique aqui)

E para fazer um registro histórico, na época o professor Emílio Figueira escreveu ao apresentar o site:
Nos últimos 30 anos, dediquei-me intensamente à EDUCAÇÃO INCLUSIVA. Tanto em pesquisas, escrevendo trabalhos, viajando por todo o país dando palestras e treinamentos para os mais variados educadores. Recebo uma quantidade muito grande de mensagens desses profissionais, expondo-me suas dúvidas, suas inseguranças e suas necessidades de saber como trabalhar com alunos com diferentes tipos de deficiência.
Só que, com os anos e por eu só digitar com um dedo, a minha coordenação motora foi se cansando cada vez mais e não tenho como continuar a fazer esses atendimentos pessoais – sempre de maneira voluntária – e ao mesmo tempo cuidar das minhas demais atividades – como por exemplo, manter este novo projeto o mais atualizado possível! Esse foi o primeiro ponto para eu criar CENTRO DE APOIO AOS PROFESSORES COM ALUNOS INCLUSIVOS.
O segundo ponto foi uma pesquisa que realizei em nível nacional e estes foram os tópicos mais apontados pelos professores: Ter dificuldades de encontrar/fazer cursos de aperfeiçoamento e/ou encontrar material de apoio; Lidar e planejar ações pedagógicas inclusivas; Entrosamento em equipe quando o assunto é Educação Inclusiva
Então, baseado nesses dois pontos e em tudo que tenho conversado diretamente ao longo desses anos com educadores e outros atores da EDUCAÇÃO INCLUSIVA, sentindo suas reais necessidades e o que procuram como auxílio, foi que elaborei todo o conteúdo do CAPAI.

Aula 1 – O Que É Educação Inclusiva

Talvez esta seja a primeira dúvida: O que é Educação Inclusiva?

Historicamente, pessoas com deficiência ficaram por muito tempo escondidas do convívio social até que, algumas décadas atrás, nasceu o conceito de integração social. Surgiram, por exemplo, entidades, clubes sociais especiais, associações desportivas e centros de reabilitação dedicados a elas. A intenção principal da integração social era preparar essas pessoas para ingressarem e conviverem em sociedade como todos nós.

No ano de 1994, surgiu a “Declaração de Salamanca – Princípios, Políticas e Práticas em Educação Especial”, proclamada na Conferência Mundial de Educação Especial sobre Necessidades Educacionais Especiais. Esse documento reafirmou o compromisso para com a “Educação para Todos”, reconhecendo a necessidade de providenciar educação para pessoas com necessidades educacionais especiais dentro do sistema regular de ensino.

Aula 2 – A Transição Da Educação Especial para A Educação Inclusiva

Desde meados do século XIX, acentuando-se mais na década de 1950, houve em todo o país, uma preocupação em proporcionar um atendimento especializado em várias ações para pessoas que apresentam limitações e deficiências mais acentuadas. E a Educação Especial constitui numa dessas ações, ocorrendo basicamente de duas maneiras: Via comum com raras iniciativas, através dos mesmos recursos e serviços geralmente organizados para todos. E a outra, via designada como Especial, mediante a utilização de auxílios e serviços especiais que não estavam disponíveis nas situações comuns de educação.

Durante muitas décadas de isolamento e nos primeiros anos de vida, a criança com deficiência não tinha maiores problemas, vivendo em torno da família, sendo assistida e recebendo toda a proteção do lar. Mas ao atingir a idade escolar, iniciava-se o dilema: a procura de escolas especializadas com vagas, ou mesmo uma de ensino regular que o aceitasse em seu quadro de alunos. Dilema, porque, como em todos setores que envolvem a questão deficiência, a Educação Especial também sempre enfrentou problemas.

Aula 3 – Diretrizes Da Política Nacional

O governo federal lançou um importante documento intitulado “Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva” (documento elaborado pelo Grupo de Trabalho nomeado pela Portaria Ministerial nº 555, de 5 de junho de 2007, prorrogada pela Portaria nº 948, de 09 de outubro de 2007,  o Ministério da Educação/Secretaria de Educação Especial), estabelecendo como  objetivo o acesso, a participação e a aprendizagem dos alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação nas escolas regulares, orientando os sistemas de ensino para promover respostas às necessidades educacionais especiais, garantindo:

Transversalidade da educação especial desde a educação infantil até a educação superior;

Atendimento educacional especializado;

Aula 4 – Novos Desafios Para A Educação Especial

Durante muitos anos o conceito de Educação Especial teve uma forte aceitação em nosso país. Era um modelo educacional-médico. Ou seja, instituições que mantinham equipes multidisciplinar, formada por professores especializados, médicos, fisioterapeutas, fonoaudiólogas, terapeutas ocupacionais, psicólogos e outros profissionais menos comuns. Essa equipe tinha como meta, habilitar as pessoas que nasciam com algum tipo de deficiência, ou reabilitar aquelas que, ao longo de sua vida, viesse adquire alguma deficiência, seja por meio de doenças, acidentes, dentre outros. Eram os profissionais que preparam crianças ou pessoas com deficiência para depois integrá-los na sociedade. E com muitos resultados positivos.

Hoje, alguns mais radicais, esquecendo-se de tais resultados positivos, chegam a dizer que por trás da chamada Educação Especial, e dos altos custos para mantê-la, embora não fosse a intenção de muitos, que o método estava realmente promovendo a discriminação ao isolarmos tais alunos dos demais. Sem se falar ainda, dos muitos mantidos em instituições somente para eles, sem qualquer contato social.

Aula 5 – Na Educação Inclusiva somos e podemos mais do que o Governo!

Durante as minhas palestras, por algumas vezes o pessoal toca na questão de que muito pouco tem sido feito por parte do Governo. E isso me incomodou ainda mais naquela semana quando li em um grande jornal que o Governo tucano de São Paulo era um dos piores do país para a Educação Inclusiva. Surpresa?  Não para mim…

Pegando uma carona nessas observações, vejo que ainda temos muito da cultura paternalista de esperar que tudo venha de cima, já pronto tanto no sentido de leis como de investimentos e recursos. Como se tudo pudesse acontecer de maneira mágica por meio de decreto-lei ou simplesmente tendo recursos financeiros, por exemplo. Mas gente, o Governo representa 10% da população. Nós somos os outros 90%. Se quisermos, nós mudamos o mundo!

E com a Educação Inclusiva não é diferente. Defendo que ela só terá sucesso se for realizada de baixo para cima, das bases e com o envolvimento de todos. Creio que um dos caminhos mais certos para a Educação Inclusiva seja a afetividade, o coração.

Aula 6 – Lei Brasileira da Inclusão: saiba o que muda no ensino

Após 15 anos de tramitação no Congresso Nacional, foi sancionada a Lei Brasileira de Inclusão, um verdadeiro avanço na inclusão de pessoas com deficiência na sociedade. O documento entra em vigor no dia 2 de janeiro de 2016 e prevê mudanças em diversas áreas, como trabalho e educação. A lei foi relatada pela deputada Mara Gabrilli, na Câmara dos Deputados, e pelo senador Romário, no Senado, e dá seis meses para instituições públicas e privadas se adaptarem antes de entrar oficialmente em vigor.

A Lei Brasileira de Inclusão conseguiu reformular toda a legislação brasileira, alterando leis que não atendiam ao novo paradigma da pessoa com deficiência ou que simplesmente a excluíam de seu escopo. Com a ajuda da sociedade conseguimos alterar, por exemplo, o Código Eleitoral, o Código de Defesa do Consumidor, o Estatuto das Cidades, Código Civil, a CLT… Pense que em todas essas leis a pessoa com deficiência, de alguma forma, não era assistida – muitas vezes era até excluída. Além disso, não podemos deixar de falar que a sanção da LBI é uma conquista não só das pessoas com deficiência, mas da democracia.

Aula 7 – Características e Benefícios da Escola Inclusiva

Como já dito, não basta simplesmente colocar um aluno com algum tipo de deficiência em uma classe normal e pronto: está feita a inclusão! É preciso que a Escola Inclusiva passe por adaptações de grande porte (de responsabilidade exclusivas dos órgãos federais, estaduais e municipais) e de pequeno porte, cabendo aos professores especializarem para saber como transmitir ensinamentos para esses alunos especiais. Assim, as principais características das Escolas Inclusivas precisam ser:

1 – um direcionamento para a munidade: na escola inclusiva o processo educativo é entendido como um processo social, em que todas as crianças com de necessidades especiais e de distúrbios de aprendizagem têm direito à escolarização a mais próxima possível do normal. O alvo a ser alcançado é a inclusão da criança com deficiência na comunidade;

2 – vanguarda: uma escola inclusiva é uma escola líder em relação às demais. Ela se apresenta como a vanguarda de processo educacional. Seu objetivo maior é fazer com que a escola atue por meio de todos seus escalões para possibilitar a integração das crianças que dela fazer parte;

Aula 8 – Uma Transição Palatina E O Papel Do Professor

Embora muitos tenham como discurso promover a Educação Inclusiva de forma radical, continuo pertencendo ao grupo que a defende como uma forma de transição entre a Educação Especial e a Educação Inclusiva. Essa forma palatina é apoiada por todos aqueles que acreditam na possibilidade de novas relações entre os seres humanos, por meio de processos que resgatem sua autoestima e melhorem sua capacidade de se comunicar, de conviver, de respeitar as diferenças individuais e culturais, de amar e de lutar pela cidadania plena.

Mais isso não significa que, aos poucos, seria a forma mais organizada de Inclusão. Um aluno com necessidades educacionais especiais – assim como qualquer outro – não pode esperar, pois à cada dia que se  passa, um atraso no desenvolvimento é concretizado. Acredito efetivamente no sucesso desse processo, penso que será o principal meio para uma inclusão verdadeira, trabalhando deste o nascimento as potencialidades dos alunos.

Educação Inclusiva não é somente colocar o aluno na escola; incluir significa dizer que devemos garantir o acesso de todos na escola participando, aprendendo e desenvolvendo suas potencialidades. E para que isso aconteça se faz necessário que a escola mude não apenas as barreiras estruturais, mas a postura, as atitudes e mentalidades dos educadores e da comunidade escolar em geral para aprender a lidar com a heterogeneidade e conviver com a diferença.

Aula 9 – O Projeto Político Pedagógico E As Adaptações Curriculares

Um bom ambiente escolar passa necessariamente pelas questões básicas das características que deve ter uma Sala de Aula Inclusiva. Uma delas são as estratégias metodológicas e ações pedagógicas, permitindo aos alunos o acesso igualitário a um currículo básico, rico e uma práxis pedagógica de qualidade. Necessário que os planos para incluir alunos com necessidades educacionais especiais estejam presentes, no Projeto Político-Pedagógico (PPP), já que toda escola deve ter definida, para si mesma e para sua comunidade escolar, uma identidade e um conjunto orientador de princípios e de normas que iluminem a ação pedagógica cotidiana, com sua perspectiva estratégica, não apenas em sua dimensão pedagógica.

Esse PPP é uma ferramenta gerencial, auxiliando na definição das prioridades estratégicas, a converter as prioridades em metas educacionais e outras concretas, a decidir o que fazer para alcançar as metas de aprendizagem, a medir se os resultados foram atingidos e a avaliar o próprio desempenho. Diferenciando-se do planejamento pedagógico, o PPP é o conjunto de princípios que norteiam a elaboração e a execução dos planejamentos, envolvendo diretrizes mais permanentes e bem definidas, evita-se a improvisação, serviço malfeito, perda de tempo e de dinheiro.

Aula 10 – Currículo De Classe

As adaptações curriculares de classe são realizadas pelo professor e destinam-se, principalmente, à programação das atividades da sala de aula, procedimentos didático-pedagógicos e destacam o como fazer, a organização temporal dos componentes e dos conteúdos curriculares e a coordenação das atividades docentes, de modo que favoreça a efetiva participação e integração do aluno, bem como a sua aprendizagem. Vejamos exemplos ilustrativos:

a relação professor/aluno considera as dificuldades de comunicação do aluno, inclusive a necessidade que alguns têm de utilizar sistemas alternativos (língua de sinais, sistema braille, sistema bliss ou similares etc.);

a relação entre colegas é marcada por atitudes positivas;

os alunos são agrupados de modo que favoreça as relações sociais e o processo de ensino e aprendizagem;

Aula 11 – Sistema De Apoio

As decisões sobre adaptações curriculares podem incluir as modalidades de apoio que favorecem ou viabilizam a sua eficácia na educação dos alunos incluídos, definindo apoio como recursos e estratégias que promovem o interesse e as capacidades da pessoa, bem como oportunidades de acesso a bens e serviços, informações e relações no ambiente em que vive. Visando favorecer a autonomia, a produtividade, a integração e a funcionalidade no ambiente escolar e comunitário, podemos utilizar estes elementos de apoio, dentre outros:

as pessoas: familiares, amigos, profissionais, colegas, monitores, orientadores, professores (itinerantes, de sala de recursos, de apoio);

os recursos físicos, materiais e ambientais;

as atitudes, os valores, as crenças, os princípios;

as deliberações e decisões políticas, legais, administrativas;

Aula 12 – Metodologia E Avaliações

Nas Adaptações Curriculares teremos um conjunto de modificações que se realizam nos objetivos, conteúdos, critérios e procedimentos de avaliação, atividades e metodologias para atender às diferenças individuais dos alunos, feitas em dois grupos:

Adaptações Metodológicas e Didáticas:

situar alunos nos grupos com os quais possa trabalhar melhor;

adotar métodos e técnicas de ensino-aprendizagem específicas para o aluno, na operacionalização dos conteúdos curriculares, sem prejuízo para as atividades docentes;

utilizar técnicas,  procedimentos  e  instrumentos  de  avaliação  da classe, quando necessário, sem alterar os objetivos da avaliação  nem seu conteúdo;

propiciar apoio físico, visual, verbal e gestual ao aluno impedido, temporária ou permanentemente, em suas capacidades, de modo a permitir a realização das atividades escolares e do processo avaliativo, apoio oferecido pelo professor regente, pelo professor de sala de recursos, pelo professor itinerante ou pelos próprios colegas;

Aula 13 – Passo a passo da adaptação na sala de aula

Para flexibilizar o conteúdo, você precisa sondar o que o aluno já sabe, adaptar o que for necessário e fazer uma boa avaliação. Abaixo, veja a descrição de cada uma dessas etapas.

1º Diagnosticar

Lembre-se de que, para construir novos conhecimentos, o estudante precisa contar com um ponto de partida, isto é, com algum conhecimento já construído por ele e que esteja relacionado ao conteúdo estudado no momento. Por meio de uma sondagem (um diagnóstico inicial ) descubra o que ele já sabe e verifique como pode contribuir com o coletivo. Tire o foco do diagnóstico médico e proponha situações desafiadoras para descobrir até onde o aluno pode chegar. Os laudos médicos são importantes para que conheçamos algumas características que costumam estar presentes em alunos com alguns tipos de deficiência, mas não contribuem para planejar o dia a dia em sala de aula.

Aula 14 – 10 itens que podem fazer sua sala de aula mais inclusivas

A educação inclusiva é amplamente baseado em uma atitude no sentido de educar os alunos com necessidades especiais. Essencialmente, ele não diferencia entre os alunos que estão com desenvolvimento típico e estudantes que não são. Trata-se de educar todos os alunos, juntamente com colegas da mesma idade e pares com capacidades variáveis, em uma sala de aula de ensino geral.

A educação inclusiva é dependente de acesso do aluno ao currículo. As escolas devem criar oportunidades que utilizam atividades, espaço e materiais para que todos os estudantes podem aprender. Se você estiver trabalhando em uma sala de aula inclusiva ou está no caminho para se tornar um, aqui estão 10 itens que podem fazer sua sala de aula mais inclusivas:

A tabela grande
Não há nenhuma peça de mobiliário mais importante em uma sala de aula inclusiva do que uma mesa grande o suficiente para pequenos grupos de alunos. Tendo uma tabela permite que o professor agrupar os alunos e fornecer-lhes vários tipos de programação de ensino que atendam às necessidades do grupo. Além disso, os estudantes podem encontrar na mesa para trabalhar juntos em projetos, ter discussões ou usar como um espaço de trabalho alternativo. A tabela é geralmente colocado em uma área de destaque da sala, e facilita muitas oportunidades para os alunos a ser membros de um grupo.

Aula 15 – Características da Pedagogia Diferencia

Em Educação Inclusiva, o professor, como mediador desse processo inclusivo, precisa conhecer de perto seus alunos, familiarizando-se com as estratégias cognitivas aplicadas por eles na resolução de situações-problema. Dessa forma, poderá ajudá-los, por meio de constantes questionamentos, a elaborar hipóteses que os aproximem cada vez mais da formalização das noções e conceitos trabalhados.

No fazer pedagógico precisa contar com a exploração de temas transversais e a integração entre as diversas disciplinas: ao exercício da cidadania, à aceitação das diferenças e ao desenvolvimento do sentimento de pertinência à nação brasileira.
Por conseguinte, os alunos poderão atuar de forma mais consciente e responsável, reconhecendo-se capazes de agir para transformar.

É a camada Pedagogia Diferenciada ou da Diversidade, pautada na reflexão da prática educativa com um “novo olhar”, sensível às diferenças, atento à dinâmica e às demandas de cada classe como um todo e aos limites e possibilidades de cada aluno, único, singular, porém ao mesmo tempo igual, semelhante em direitos, deveres, necessidades e em valor.

Aula 16 – Avaliações de Alunos

Em Educação inclusiva, o aluno precisa passar pela modalidade de avaliação formativa (processual), caracterizada, principalmente, por ser:

Integral: abrangendo todas as áreas de desenvolvimento – socioafetiva, psicomotora e cognitiva.

Interativa: comprometendo nesse processo, além do professor, demais educadores e membros da escola, os próprios alunos e seus familiares.

Contínua: realizada em diferentes momentos e através de diversos procedimentos.

Acumulativa: os principais conteúdos (conceitos, fatos, procedimentos, valores e atitudes) trabalhados em cada etapa serão aprofundados e reavaliados nas etapas seguintes.

Diferenciada: definiremos metas de aprendizagem adaptadas e/ou instrumentos/intervenções diferenciados, para avaliarmos, de maneira justa, o desempenho dos alunos que, por fatores diversos, estejam com dificuldade de superar os desafios propostos ao seu grupo-classe.

Aula 17 – Atendimento Educacional Especializado - AEE

Na perspectiva da Educação Inclusiva, a Educação Especial integra a proposta pedagógica da escola regular, promovendo o atendimento educacional especializado. De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, a Educação Especial é a modalidade de educação escolar oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação.

Segundo a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da Organização das Nações Unidas (ONU/2006), ratificada no Brasil com status de emenda constitucional e promulgada por meio do Decreto nº 6.949/2009, de 25 de agosto de 2009, “pessoas com deficiência são aquelas que têm impedimentos de longo prazo, de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas”.

Aula 18 – A Ansiedade Como Primeiro Desafio A Ser Vencido

Hoje, falamos muito de Inclusão Social ou Escolar, um novo modelo social que retirou todo aquele caráter médico que envolvia questões referentes às pessoas com deficiência. Enquanto psicólogo, tenho notado que os discursos de várias pessoas que falam em Inclusão Escolar também esbarram em questões culturais e/ou até certo comodismo por parte de algumas pessoas envolvidas.

É muito comum eu receber em meu consultório muitas pessoas desorientadas, querendo entender o que realmente é essa Educação Inclusiva e como seu filho com deficiência pode participar e ter sucesso nela! Ou recebo e-mais de professores e diretores de escolas me pedindo orientações e aconselhamentos.

Por outro lado, canso de ouvir professores dizerem que não estão preparados para receberem alunos com deficiência. Não há maldade nisto, mas um estado de ansiedade e, em muitos casos mesmo que seja de forma inconsciente, um mecanismo de defesa contra algo desconhecido.

Aula 19 – O Desenvolvimento Global Do Aluno E Os Efeitos Positivos Das Deficiência

Dentro da Escola, entendo a Inclusão Escolar não só como o processo de transferir o conteúdo aos alunos, mas, também, o ato de promover de forma natural a interação social entre todos. O desenvolvimento global do aluno precisa passar por um sistema de cooperação e convivência entre família, escola, professores, colegas e sociedade em geral. Precisa-se promover noções de respeito entre as diferenças e, dentre outros aspectos, o desenvolvimento psicomotor de todas as crianças. Isso porque quando um aluno com algum tipo de deficiência vê seus colegas sem deficiência realizando certas tarefas, ele será estimulado a imitar e autoestimulará, superando suas próprias deficiências.

Estímulos estes que seu uma criança com deficiência não teria se ficasse em instituições especializadas entre alunos com deficiências semelhantes. Só que, para chegar a este estágio, alguns caminhos e mudanças de mentalidades precisam ocorrer.