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PARALISIA CEREBRAL NÃO APRISIONA O DESENVOLVIMENTO PESSOAL E SOCIAL

Artigo publicado hoje no Portal Sinapsys.News em 06/10/2021

Mais um ano chegamos hoje ao Dia Mundial da Paralisia Cerebral, deficiência caracterizada por alterações neurológicas permanentes que afetam o desenvolvimento motor e cognitivo, envolvendo o movimento e a postura do corpo. Condições que impõem desafios sim, mas que nunca limitam as inúmeras possibilidades de todos que desejam superar a deficiência humanitária da sociedade.    

FLORES ENTRE - UM ROMANCE SOBRE EDUCAÇÃO INCLUSIVA


Podendo ser acessado e lido gratuitamente clicando aqui, por meio de um enredo lúdico, romanceado, centralizado na educação infantil e na rotina escolar, nas falas e atitudes das personagens, FLORES ENTRE ROCHAS aborda as relações e visões diferentes entre professores dentro de uma escola inclusiva.

Temas centrais da Educação Inclusiva são focados como: o início e desenvolvimento de uma sala de Atendimento Educacional Especializado, a acessibilidade física dentro da escola, mudanças em acessibilidade atitudinal, experiências ilustradoras de alunos em processo de inclusão, questionamentos e caminhos de suas aprendizagens. Destaca o relacionamento sempre naturalmente inclusivo entre crianças com e sem deficiência.  E claro em um romance não pode faltar histórias de amor e de amizades leais!

O maior desejo do meu coração é que FLORES ENTRE ROCHAS, seja lido por um número cada vez maior de professores, educadores, diretores, coordenadores pedagógicos, equipes de apoio escolar, alunos de pedagogia e todos os interessados.


As Pessoas com Deficiência Nas Bibliotecas!

Depoimento gravado a pedido de minha amiga Danielle da Silva Pinheiro Wellichan, aluna do Doutorado no Programa de Pós-Graduação em Educação na Faculdade de Filosofia e Ciências da Universidade Estadual Paulista (UNESP/Marilia) e membro do Grupo de Trabalho sobre Acessibilidade em Bibliotecas (GT Acess) na Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Associações.

O PAPEL DA PSICOLOGIA JUNTO AS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA EM TEMPOS DE INCLUSÃO

 


Artigo publicado na Revista Reação de julho/agosto de 2021, no Caderno Técnico Científico, número 138.

#paracegover – reprodução da página de revista com o título do artigo “O PAPEL DA PSICOLOGIA JUNTO AS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA EM TEMPOS DE INCLUSÃO”

AS PESSOAS COM DEFICIÊCIA NA HISTÓRIA DO BRASIL


Nesta quarta edição revista e ampliada, a obra mostra que, desde o descobrimento do Brasil, a pessoa com deficiência foi tratada ao longo da história, pela perspectiva religiosa, assistencial ou médica, práticas construídas como questões relativas aos ambientes hospitalares e assistenciais.

No campo educacional, a Educação Especial pode ser dividida em três períodos distinto: o nascimento das instituições e entidades, o desenvolvimento de legislações específicas e a era da Inclusão Social. 

Surtos de poliomielite motivaram a criações dos primeiros Centros de Reabilitações brasileiros nos anos 1950. Além da poliomielite, várias crianças nasceram com más formações vitimadas pelo medicamento Talidomida. Esses fatores, somados aos acidentes automobilísticos, de trabalho e armas de fogo, aumentaram consideradamente nas décadas seguintes o número de pessoas com deficiência, promovendo o desenvolvimento de nossa Reabilitação Profissional.

No campo cultural, lendas brasileiras, muitas trazem o tema deficiência em seu contexto de forma pejorativa. Na literatura destaque para vários autores com algum tipo de limitação, assim como nas artes em geral.

Se por cinco séculos a pessoa com deficiência caminhou em silêncio no Brasil, excluída ou segregada em entidades, a partir de 1981 – Ano Internacional da Pessoa Deficiente -, tomando consciência de si, passou a se organizar politicamente. E, como consequência, a ser notada na sociedade e atingiu significativas conquistas em mais de 40 anos de militância política.


Organizada de uma forma didática e multidisciplinar em vários capítulos, a obra destina-se às áreas como Psicologia, Pedagogia, História, Medicina, Política e afins.

Saiba mais em www.wakeditora.com.br

Jornal O Dia: Educação Inclusiva e Investimentos Públicos


 

Amigos, matéria publicada hoje na página Opinião do jornal carioca O DIA



O DIA: Deficiência Intelectual na velhice com autonomia e independência


Artigo publicado no jornal impresso e no site do carioca O DIA, Coluna Opinião, 27 de agosto de 2020.

Clique aqui para ler no site do jornal  

O Que É Educação Inclusiva – Col. Primeiros Passos

Um sistema educacional que não exclua alunos com deficiência, mas que acolha todos os alunos em um mesmo ambiente – esse é um dos desafios da educação inclusiva. O livro O que é educação inclusiva aborda esse tema tão delicado e importante, fazendo uma análise histórica da inclusão no sistema de ensino brasileiro. A questão psicológica, o projeto pedagógico e o papel do professor também são abordados.

Emílio Figueira, autor do livro, é psicólogo/psicanalista e tem paralisia cerebral, além disso, é professor em cursos de Educação à distância e ministra palestras sobre a educação inclusiva. Esse livro foi escrito por um profissional que vivenciou as questões da inclusão, superou as suas limitações e que é um exemplo de determinação.

As Características Positivas De Se Ter Uma Deficiência!

NOTA: Terceiro capítulo do mais recente livro de memórias de Emílio Figueira, O CASO DO TIPÓGRAFO - Crônicas das minhas memórias!

O título deste artigo pode até ser uma ironia: Pode ter alguma coisa positiva em ser ter uma deficiência? Sim, pode…

Durante muito tempo tenho dialogado no sentido figurativo com o psicólogo bielo-russo Lev Vygotsky. Primeiro na época da faculdade quando me apaixonei por sua Psicologia Sócio-Histórica, onde a nossa psique se forma e vai se construindo por meio das interações humanas. Concordo. Depois, já mergulhado nas questões inclusivas e aspectos psicológicos das pessoas com deficiência, estudei anos a fio sua obra “Elementos da Defictologia”.

Vy, como eu o apelidei, afirmava que uma deficiência para uma pessoa pode ser uma condição muito mais estimulante do que limitadora. Se algo lhe falta em algum órgão ou lhe limita em algum aspecto, ela encontrará compensação em outros órgãos, buscará meios, saídas que lhe fará caminhar, encontrar o seu espaço neste mundo. O problema maior mesmo se dá no campo das interações sociais. Quanto mais as pessoas estiverem integradas em suas comunidades, convivendo de acordo com suas possibilidades, desenvolvendo outras habilidades, amenizando os efeitos que limitam suas deficiências.

Voltando um pouco à história, houve um tempo que o preconceito era muito grande em relação a nós, pessoas com deficiência. Vivíamos isolados, porque não dizer escondidos dentro das instituições e entidades assistencialistas. Eu vivi isso nos anos 1970!

Olhando mais para àquela época, entrando um pouco no campo da psicanálise, o francês Pierre Fédida dizia que a imagem da pessoa com deficiência muitas vezes é como um “espelho perturbador” na sociedade, incomodando por trazer à tona medos inconscientes, a impotência em reconhecermos nossas próprias deficiências, nossas próprias fragilidades. Essa imagem perturbadora derruba falsos conceitos que somos perfeitos, sensações de beleza. E muitos querem evitar ficar de fronte a uma pessoa com deficiência justamente para não perturbá-los em seus egos fragilizados e inseguranças mais secretas.



CRIANDO NOVOS CONCEITOS


No dia 7 de dezembro de 2017, em uma linda e emocionante cerimônia no Memorial da Inclusão, o meu curso Conversando Sobre Educação Inclusiva foi finalista do “VI Prêmio Ações Inclusivas Para Pessoas Com Deficiência” do Governo do Estado de São Paulo. Minha felicidade foi receber o Certificado das mãos do Prof. Dr Zan Mustacchi, Médico Geneticista e Pediatra. Em seguida ele foi homenageado como figura histórica da Inclusão no Brasil. E o Dr. Zan abriu o seu discurso com esta frase que me marcou muito: “A gente não pode mudar preconceitos. Mas a gente pode criar novos conceitos para substitui-los!”

E a história mostra que o Dr. Zan tem razão. Nos anos 1970 e 1980 nós pessoas com deficiência colocamos a cara na rua para lutar por nossos direitos e espaço na sociedade. Surgiria o conceito de Integração Social, onde entidades e instituições preparavam essas pessoas para serem integradas entre as pessoas sem deficiência aparentes, principalmente no mercado de trabalho.

Nos anos 1990 surgiria o conceito de Inclusão Social. Essa é uma história que não cabe aqui. Mas o fato é a Inclusão foi uma grande revolução que abriu as portas de muitas casas de pessoas com deficiência, lançando-as pelas ruas rumo às infinitas possibilidades, atingindo campos e posições até então imagináveis à nossa classe. Inclusive no amor, conforme eu direi no próximo capítulo. Essa revolução continua em plena ebulição e ninguém mais se arrisca em duvidar ou limitar pessoas com qualquer tipo de deficiência.

Aqui retomo Vygotsky quando ele dizia que o problema se dava no campo das interações sociais. Os conceitos de Inclusão Social já eram descritos por ele há 70 anos, afirmando que quanto mais as pessoas estiverem integradas em suas comunidades, convivendo de acordo com suas possibilidades, desenvolvendo outras habilidades, amenizando os efeitos que limitam suas deficiências.

Hoje digo com segurança que o Vy estava certo. E o que estamos assistindo atualmente confirma isto. É por isto que defendo como ninguém a Educação Inclusiva. A escola é o processo inicial na vida de todos. E nela todos ganham com a inclusão. Ao mesmo tempo em que as crianças aprendem a conviver com a diferencia – mesmo porque crianças são serem sem nenhum preconceitos e naturalmente inclusivas e receptivas a todos -, elas estão construindo uma sociedade totalmente igualitária. Não tenho medo em dizer que essas crianças nascidas depois do ano 2000, estão vindo com uma cabeça totalmente diferente e em outra pegada. Elas sim vão construir um mundo muito melhor!

Por outro lado a criança com deficiência têm inúmeros ganhos ao ser incluída. Quando ela vê colegas sem deficiência fazendo algo, alguma tarefa ou brincadeira, ela os imitará, sendo estimulada em se superar em suas próprias limitações. As descobertas de suas possibilidades serão constantes. Estímulos que ela não teria se ficasse em uma instituição de crianças com deficiência semelhantes a sua. Eu vivi isso na pele quando fui transferido da AACD para um colégio público em 1981.

Se antes as pessoas com deficiência poderiam ser um “espelho perturbador”, agora na Inclusão nossa imagem passou a se refletir de maneira positiva. E duas palavras ganharam forças: Superação e Inspiração!

Eu sei que até corro o risco de ser criticado por alguns colegas pelo o que irei dizer. Para mim, nós pessoas com deficiência temos um poder muito grande de adaptações em diversas situações. E a Inclusões nos trouxe vários desafios pessoais. E esse comportamento de superação nasce quando precisamos encontrar caminhos para coisas cotidianas. Com resultados positivos, alimentamos a autoestima indo para passos imagináveis.

Cheguei nesta conclusão observando em colegas com deficiência que convivo, além das três pessoas que admiro e estudo suas biografias: Nick Vujicic pela sua força por meio da fé. O maestro brasileiro João Carlos Martins, demonstrando o quanto os meios artísticos são inclusivos e revelam muitas superações. E o físico britânico Sttephen Hawking, com quem, modesta parte, eu já fui comparado pela Revista Veja.

E nos esportes, mais precisamente nos atletas paralimpicos, temos centenas de exemplos de superação, uma vez que as competições lhes cobra isso a todo instante. E como eu disse, essas ações se refletem em imagens positivas e inspiradoras à sociedade.



PESSOAS QUE VIVEM E PESSOAS QUE SÃO VIVIDAS


Está certo. Você pode me perguntar por que então com a Inclusão nem todas as pessoas com deficiência estão tendo as mesmas oportunidades? Isso envolve muitas questões culturais e pessoais. Realmente existem muitas pessoas humildes em longínquos lugares, desconhecedoras de seus direitos, dos recursos existentes que lhes é de direitos. Vítimas de péssimas políticas governamentais. Pessoas que não foram estimuladas a procurar melhoras, conformando-se com o seu próprio destino como se a vida fosse um fato consumado.

Por outro lado, ao longo de quase cinco décadas, encontrei muitas pessoas acomodadas. Fazendo de suas próprias deficiências muletas, vitimando-se, usando das justificativas desculpas onde o culpado sempre é o outro – principalmente o Governo – pelos seus próprios problemas. No fundo eles não querem “se levantar do sofá”, deixar a zona de conforto. E existem muitos desses que usam isso para ter lucros, estimulando a piedade alheia. Ou como dizia o antropólogo e meu amigo João Ribas, eles “vendem a própria deficiência”.

Bem, como disse Nelson Rodrigues, toda generalização é burra! Nesse contexto há muitas pessoas com deficiência acomodadas principalmente por falta de autoestima e informações corretas. Pegando uma carona na Programação Neurolinguística, percebo em seus discursos um bloqueio mental em frases com vícios de linguagens, tais como: “É difícil. É complicado. Eu não nasci para isso. Essas coisas não são para mim. É melhor mesmo eu me conformar com minha realidade e esperar a morte. O pouquinho que tenho já me basta”, dentre outras.

A melhor forma de ajudar essas pessoas, será fortalecendo suas autoestimas e lhes apresentar os caminhos de infinitas possibilidades…

O neo-psicanalista Éric Fromm dizia que há pessoas que vivem e há pessoas que são vividas pela vida, folhas secas que vão para onde o vento sopra. Tanto faz se são pessoas com ou sem deficiência.

Há dois tipos de se viver. Os Essencialistas, acreditando que todas as coisas já estão pré-determinadas, que nascemos com uma essência que não vai mudar; o que tiver que ser, será e com isso nos acomodamos diante da vida, sem se arriscar, usando essa postura comodista.

Outros são os Existencialistas, acreditando que nossa essência é construída com a possibilidade de ser; pessoas que correm atrás de seus objetivos e sonhos; buscam oportunidades, não temem em se arriscar nas mais diversas ocasiões; fazem das frustrações acúmulos de experiências para não errarem nas próximas tentativas; fazem das vitórias motivações para sempre progredir.

Certamente, os Existencialistas estão nadando de braçada na Inclusão!

Educadores Incluídos


EDUCADORES INCLUÍDOS foi uma série de matérias inéditas. Quando falamos de Educação Inclusiva, focamos de alunos com necessidades educacionais especiais que estão em fase de inclusão escolar. Mas nessa série de entrevistas eu quis mostrar outro lado não percebido. Há professores, diretores, pedagogos e profissionais com algum tipo de deficiência, atuando em escolas e universidades e que dão grandes contribuições, enriquecendo ainda mais a educação brasileira.

Baixe e leia as entrevistas clicando aqui

O PSICÓLOGO E AS POSIBILIDADES DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA - Por Emílio Figueira


Como em todas minhas palestras, para compensar minha dificuldade de dicção e ser entendido pela plateia, escrevo, minha irmã Ana Luiza grava o texto e monto em vídeo para passar o conteúdo.
O que também é uma forma de demonstrar como uma pessoa com deficiência usa a tecnologia ao seu favor. Inclusive para se expressar, fazendo-se ser entendida.
Bem, vamos lá...


NOVAS VISÕES ACADÊMICAS

Mementos atrás eu apresentei o vídeo com minha biografia. Ali minha palestra já havia começado. No fundo, eu não estava querendo me vangloriar com a minha história. E sim, mostrar em suas entrelinhas que não há limites na vida de qualquer pessoa, tenha ela deficiência ou não.
E nós psicólogos podemos tanto acrescentar positivamente, quanto negativamente na vida de uma pessoa...
Desde minha graduação em psicologia, venho estudando os conteúdos das disciplinas que abordam essas temáticas nas universidades brasileiras. A maioria continuava apenas ensinando o que são pessoas com deficiência, enquanto já avançamos.
Agora, na era da inclusão, precisamos discutir como essas pessoas podem e devem participar da sociedade como um todo. Um conteúdo mais atualizado, tanto às disciplinas ministradas nas faculdades de psicologia, como para todos os psicólogos que já estão no mercado de trabalho.
Creio que a primeira grande mudança precisa ser nos bancos acadêmicos. Defendo para essas disciplinas o título Psicologia e Pessoas com Deficiência.  Não temos a necessidade de sustentar a existência de uma sub-área específica chamada Psicologia da Deficiência (ou em pior grau, manter-se o título Psicologia do Excepcional).
Isto porque, a Psicologia precisa encarar e tratar pessoas com deficiência como as demais, sem cria uma Psicologia específicas à elas. E sim desenvolver uma nova mentalidade em estimular uma linha de trabalho, no qual o papel do psicólogo deva intervir na busca da superação das limitações.

ATUAÇÃO DE NÓS, PSICÓLOGOS

Se antes a pergunta era “O que são pessoas com deficiência?”, hoje a pergunta precisa ser “Como nós psicólogos devemos atuar para ajudar as pessoas com deficiência a ter mais autoestima e uma vida plena?”.
Lev Vygotsky abordou de forma pioneira e sistemática assuntos relacionados à criança ou pessoa com deficiência com grande significado, gerando ideias e um novo modo de ver tais questões, descrevendo que essas pessoas têm dos tipos de deficiências:
Deficiência Primária – trata-se da deficiência propriamente dita – impedimento, dano ou anormalidade de estrutura ou função do corpo, restrição/perda de atividade, sequelas nas partes anatômicas do corpo, como órgãos, membros e seus componentes, incluindo a parte mental e psicológica com um desvio significativo ou perda.
Deficiência Secundária – são as consequências, dificuldades e desvantagens geradas pela primária. Ou seja, tudo aquilo que uma pessoa com deficiência não consegue realizar em função de sua limitação. Uma situação de desvantagem às demais pessoas sem deficiência, podendo o indivíduo encontrar limitações na execução de atividades, restrições de participação ao se envolver em situações de vida em ambiente físico, social e em atitude no qual as pessoas vivem e conduzam sua vida.
A partir dessa divisão, Vygotsky passou a defender que profissionais de saúde e educadores precisam enfatizar suas atividades em ajudar a pessoa a superar suas deficiências secundárias e não focar nas deficiências primárias.
O Brasil está chegando a 48 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência. Essa quantidade passou a ter um peso significativo na sociedade.
Pessoas que nas últimas décadas, não contentes com o isolamento social, resolveram “colocar a cara na rua”, visando conquistar o seu lugar no seio social.
Presentes hoje em todos os segmentos deixaram de ser os “coitadinhos” para ser um público consumidor, produtivo, sabedor de onde realmente quer chegar e exigente de bons serviços. Consequência disso é que cada vez mais o contexto social está se vendo obrigado a promover e se adaptar à política da inclusão social para recebê-las.
Precisamos gerar psicólogos mais preparados para atendê-las em suas necessidades específicas e, em muitos casos, psicólogos para serem o elo dessa inclusão social, mediadores entre o real e o ideal.
Considerando o grande número de pessoas, hoje em qualquer lugar que um psicólogo for atuar, deparará com esse público:
Se for para área organizacional, as empresas devem ter uma cota mínima dessas pessoas contratadas;
No setor educacional está sendo discutido, implementado e garantido, por força da lei, a inclusão escolar;
No setor hospitalar, elas ficam doentes como as demais;
Na clínica, mesmo se o psicólogo não atender diretamente essas pessoas, atenderá seus parentes.
Na inclusão, as iniciativas são da sociedade. E a Psicologia tem muito a colaborar nesse processo, onde a sociedade se adapta para poder incluir em seu contexto as pessoas com deficiência.
Mas, por outro lado, essas mesmas pessoas precisam ser “preparadas” para assumir seus papéis na sociedade, o que abre várias possibilidades de atuações psicológicas.
Será uma forma de parceria entre toda a sociedade, visando equacionar problemas, decidindo sobre soluções, efetuando equiparações de oportunidades para todos.
Estaremos, assim, realmente criando no relacionamento prático entre a Psicologia e pessoas com deficiência, na busca do ser humano por de trás da pessoa com qualquer tipo de limitação.
Suas reais necessidades, interações sociais, educacionais, relacionamentos familiares e afetivos, necessidades de atividades profissionais e, sobretudo, suas verdadeiras potencialidades a serem estimuladas de forma individual e coletiva.
Porém, mais do que falar de teorias, quero falar de atitudes. Leia sobre inclusão e qual o papel do psicólogo nesse processo. Hoje além de muitos livros, temos uma infinidade de materiais gratuitos no mundo virtual.
E quando estiver atendendo clinicamente ou acompanhando o caso de inclusão escolar de um aluno, ou de uma pessoa com limitações, estude ao máximo as particularidades de sua deficiência, realidade em seu entorno e suas reais potencialidades.
Aliás, perdoem-me a sinceridade, mas qualquer psicólogo que não tenha o hábito de leitura e de se aperfeiçoar sempre, nem deveria estar na profissão!

SENTA QUE LÁ VEM HISTÓRIA...

Para terminar, neste momento em que comemoramos o DIA DO PSICÓLOGO, quero falar de humanidade.
No começo eu joguei no a ar esta colocação:
Nós psicólogos podemos tanto acrescentar positivamente, quanto negativamente na vida de uma pessoa?
Vou contar um depoimento pessoal. Logo que me mudei para Bauru, saindo de uma cidade de seis mil para uma de 320 mil habitantes, eu estava totalmente sem rumo. Fui procurar uma renomada instituição brasileira que tinha por missão empregar pessoas com deficiência.
Ao passar pela entrevista com a psicóloga, ela me perguntou o que eu gostaria de fazer profissionalmente. Disse-lhe que tinha o desejo de continuar no jornalismo, como já fazia em Guaraçaí. Ela me disse na lata:
- Você não pode ser jornalista, você é um deficiente...
Eu simplesmente me levantei, agradeci, virei as costas e fui embora. Jamais deixei alguém me dizer o que posso fazer ou não da minha vida.
Será que se eu tivesse dado ouvidos àquela psicóloga, teria construído essa caminhada que me trouxe até aqui? Será que hoje eu estaria me pronunciando perante vocês?
Então fica aqui uma última dica. Jamais duvide ou limite os desejos e projetos de um paciente, tenha ele deficiência ou não. O destino de cada um, a história que ele viverá só Deus sabe. O papel do psicólogo é sempre de apoiar, ajudar e nunca de julgar ou limitar!
E, antes de qualquer coisa, acredite em você mesmo enquanto psicólogo e nas contribuições que possa dar para uma sociedade realmente inclusiva. Isso já será um grande começo.
O psicólogo deve ser um suporte seguro que lança seus assistidos rumo as infinitas possibilidades!!!

Meu muito obrigado pela a atenção!

TEMAS EM PSICOLOGIA – Estudos, Artigos e Conteúdos de Aulas



Neste volume estão reunidos de forma original os principais estudos e produção psicológica de Emílio Figueira.

Começando com seus primeiros escritos sobre Psicologia da Arte, o fazer artístico na saúde mental, uma revisão histórica sobre Arte e Loucura, as técnicas projetivas dos desenhos infantis, a psicologia do sono

Um extenso estudo sobre paralisia cerebral. Vasto número de artigos sobre psicologia e pessoas com deficiência e psicologia educacional. Escritos psicanalíticos e a íntegra de sua tese de doutorado sobre as pessoas na meia-idade e seus vazios sentimentais.

E, por fim, suas aulas completas sobre psicologia do envelhecimento e psicologia transpessoal ministradas em algumas universidades na modalidade ensino a distância.

Para baixar gratuitamente no formato PDF CLIQUE AQUI

Caso queira a edição impressa CLIQUE AQUI

O PSICÓLOGO COMO MEDIADOR NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA


A Psicologia é um campo de muitas possibilidades. E uma delas é atuar junto aos profissionais envolvidos em atividades educacionais (professores, diretores, coordenadores, educadores) oferecendo contribuições da Psicologia do Desenvolvimento, Aprendizagem, Ensino, Social, para melhorias nos processos de ensino e de aprendizagem.
Além do processo ensino-aprendizagem e desenvolvimento humano particularmente, algumas das temáticas de atuação dentro da Psicologia Escolar são a escolarização em todos os seus níveis, inclusão de pessoas com deficiências, políticas públicas em educação, gestão psicoeducacional em instituições, avaliação psicológica, história da Psicologia Escolar, formação continuada de professores, entre outras.
Hoje, muitos de nós psicólogos, membros de uma equipe escolar ou não, estamos sendo chamados para auxiliar professores com alunos inclusivos. Tenho recebido inúmeras mensagens de colegas perguntando-me:
Qual o papel e as mediações que um psicólogo deve exercer neste processo de Educação Inclusiva?
São várias possibilidades de mediações.  Inclusive, as inseguranças dos professores, acredito como sempre que a raiz do problema é a falta de informações claras e objetivas. O caminho para sanar tais inseguranças será promovendo encontros e/ou treinamentos de formação e discussões em que sejam apresentadas as novas concepções sobre a inclusão, que falam, sobretudo, das possibilidades de aprendizagem.
Assim elaborei O PSICÓLOGO COMO MEDIADOR NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA com estes tópicos de discussão:
  • as pessoas com deficiências e os novos desafios à psicologia;
  • o que é educação inclusiva e sua transição com a educação especial; a Lei Brasileira da Inclusão;
  • as bases psicológicas para a inclusão escolar;
  • habilidades e os efeitos positivos das deficiências;
  • o trabalho junto à equipe escolar; a ansiedade dos professores no processo de inclusão escolar;
  • caminhos da afetividade e o hábito de pesquisar;
  • educação inclusiva é ter pensamentos positivos e focados;
  • provisão de oportunidades equitativas a todos os estudantes;
  • a questão do bullying e os esportes adaptado; a parceria entre família, escola e comunidade;
  • os novos desafios ao ensino superior no Brasil;
  • a universidade e a sociedade inclusiva; as dificuldades de aprendizagem na atualidade.

ONDE ENCONTRAR

livro digital ou a edição impressa pela Agbook clique aqui

Psicologia e Inclusão - Atuações Psicológicas em Pessoas Com Deficiência


Inclusão de pessoas com deficiência é um tema que ganhou toda a sociedade brasileira e chegou às faculdades de Psicologia. Só que pouco se tem escrito e publicado sobre a atuação de psicólogos dentro desse novo modelo social que busca a construção de uma sociedade igualitária para todos.
Partindo de uma visão história (teoria) e chegando a um diálogo contemporâneo, esta obra preenche uma lacuna de falta de informações específicas. É dirigida a graduando e profissionais da Psicologia, trazendo subsídios de atuações psicológicas para alunos com necessidades educacionais especiais em fase de inclusão escolar, pessoas com deficiência que ingressam ou já estão no mercado de trabalho formal e na vida como um todo.
Foca ainda a importância de se despertar na própria pessoa com deficiência a sua consciência política para que ela seja o seu próprio agente de inclusão!
Mais que um livro-texto, esta é uma obra que fala de possibilidades!
Saiba mais CLICANDO AQUI

Introdução à Psicologia e Pessoas com Deficiência

Em sua segunda edição, este livro pode parecer comum às demais obras nesta área; mas o seu diferencial estará na linguagem e abordagem direta e concisa. Não visa fugir dos currículos oficiais das ditas “Psicologias do Excepcional” - oferecidas nos cursos das universidades, mas, uma vez em que estão focadas há mais de quatro décadas praticamente em classificações médicas/técnicas das deficiências -, propondo-se uma estimulação à reflexão e ideias/propostas de intervenções clínicas, sociais e educacionais junto às pessoas com deficiência, visando tirar desses cursos o cunho apenas classificatório, tornando-os funcionais e dinâmicos.

Temos em torno de 47 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência no país. Precisamos gerar psicólogos mais preparados para atendê-las em suas necessidades específicas e, em muitos casos, psicólogos para ser o elo dessa inclusão social, mediadores entre o real e o ideal. Considerando o grande número dessas pessoas, hoje em qualquer lugar que um psicólogo for atuar, deparará com esse público: se for para área organizacional, as empresas devem ter uma cota mínima dessas pessoas contratadas; no setor educacional está sendo discutido, implementado e garantido por força da lei, a inclusão escolar; no setor hospitalar, elas ficam doentes como as demais; na clínica, mesmo se o psicólogo não atender diretamente essas pessoas, atenderá seus parentes.


Escrevi este livro baseado em minhas quase três décadas de pesquisas e convivência. Seu conteúdo julgo ser importante ministrar aos alunos e profissionais de psicologia, variando entre fundamentos teóricos, mas também falando como o psicólogo pode realizar sua intervenção e quais suas possibilidades de trabalho junto às pessoas com deficiência.

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Nova Escola: “Nunca digo ‘não vou conseguir’, digo ‘vou tentar’”

Emílio Figueira, que também é psicólogo e teólogo, conta que estudar em uma escola pública regular fez toda a diferença em sua trajetória

Depoimento para: Bruna Tiussu
Tenho paralisia cerebral desde bebê e, desde pequeno, sou apaixonado por processos de criação. Encontrei no desenho e na escrita as primeiras formas de me expressar. Depois, vieram o teatro, o cinema, a pintura. Diante de minhas limitações físicas, nunca digo “não vou conseguir”, digo “vou tentar”. E faço do meu jeito. Estudar em uma escola pública regular fez toda a diferença. Fui recebido com carinho pelas crianças e estimulado por elas. Já publiquei 98 artigos científicos, 74 livros e dou palestras no Brasil todo sobre inclusão. Incluir não tem segredo, basta acolher com amor.
Emílio Figueira, jornalista, psicólogo e teólogo, 49 anos.

Crédito: Sidnei Lopes/Nova Escola
Link original da matéria clique aqui





Jornal O Dia: Os Existencialistas estão nadando de braçada na Inclusão!


 ONU estabeleceu, desde 1998, a data de 03 de dezembro como o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência (PcD), com o objetivo de promover maior compreensão dos assuntos concernentes à elas e para mobilizar a defesa da dignidade, dos direitos e o bem estar das pessoas na vida política, social, econômica e cultural. Uma data para se falar em direitos. Mas também para se falar de atitudes!
Durante décadas a imagem da deficiência foi como um “espelho perturbador” à sociedade, incomodando por trazer à tona medos inconscientes, a impotência em reconhecermos nossas próprias deficiências e fragilidades, derrubando falsos conceitos que somos perfeitos, sensações de beleza. E muitos evitavam ficar de fronte delas justamente para não perturbá-los em seus egos fragilizados e inseguranças mais secretas.

Nos anos 1980 colocamos a cara na rua para lutar por nossos direitos e espaço na sociedade. Surgiria o conceito de Inclusão Social, uma grande revolução que abriu as portas de muitas casas de PcD, lançando-as pelas ruas rumo às infinitas possibilidades, atingindo campos e posições até então imagináveis à nossa classe.
Se antes as PcD poderiam ser um “espelho perturbador”, agora na Inclusão nossa imagem passou a se refletir de maneira positiva por temos o poder de adaptações em diversas situações. E a Inclusão nos trouxe vários desafios pessoais. Esse comportamento de superação nasce quando precisamos encontrar caminhos para coisas cotidianas. Com resultados positivos, alimentamos a autoestima indo para passos imagináveis.
Mas nem todas as PcD estão tendo as mesmas oportunidades. Isso envolve questões culturais e pessoais. Existem pessoas humildes em longínquos lugares, desconhecedoras de seus direitos e dos recursos existentes. Vítimas de péssimas políticas governamentais. Pessoas que não foram estimuladas a procurar melhoras, conformando-se com o seu próprio destino como se a vida fosse um fato consumado.
Por outro lado, por cinco décadas, encontrei muitas pessoas acomodadas. Fazendo de suas próprias deficiências muletas, vitimando-se, usando das justificativas desculpas onde o culpado sempre é o outro.
Há pessoas que vivem e há pessoas que são vividas pela vida, folhas secas que vão para onde o vento sopra. Tanto faz se são pessoas com ou sem deficiência. A melhor forma de ajudar essas pessoas, será apresentando-as aos seus direitos, fortalecendo suas autoestimas e os caminhos a serem trilhados.
Há duas formas de se viver. Os Essencialistas, acreditando que as coisas já estão pré-determinadas, que nascemos com uma essência que não vai mudar. E os Existencialistas, acreditando que nossa essência é construída com a possibilidade de ser, correm atrás de seus objetivos e sonhos, buscam oportunidades.
Certamente, os Existencialistas estão nadando de braçada na Inclusão!

REVISTA UNIVERSO DA INCLUSÃO – Edição 13


Amigos, é com alegria que estou na matéria de capa de atual edição da revista UNIVERSO DE INCLUSÃO: “Empatia & Respeito – Um guia para tratar pessoas com deficiência de maneira correta e sem preconceitos”. 






Educação E Tecnologias Que Incluem


Mais uma participação como entrevistado na mídia. Desta vez na Revista é Pauta Livre, foi publicada pela equipe de Jornalismo do Centro Universitários das Américas em Junho de 2019.






Série Especial: Iniciativas Inspiradoras de Inclusão – Pessoas com Paralisia Cerebral

Ficou linda, abordou o tema inclusão e paralisia cerebral de forma leve, positiva, dando esperança a muitas pessoas que estão buscando caminhos inclusivos, tantos as pessoas com deficiência, quanto familiares, profissionais e voluntários. A matéria abordou todos os lados.
Quero agradecer de coração toda a equipe pela matéria!!!