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A EDUCAÇÃO INCLUSIVA SIBSTITUINDO A EDUCAÇÃO ESPECIAL NA HISTÓRIA BRASILEIRA

REAÇÃO - REVISTA NACIONAL DE REABILITAÇÃO, edição de janeiro/fevereiro de 2021, no Caderno Técnico & Científico.

AS PESSOAS COM DEFICIÊCIA NA HISTÓRIA DO BRASIL


Nesta quarta edição revista e ampliada, a obra mostra que, desde o descobrimento do Brasil, a pessoa com deficiência foi tratada ao longo da história, pela perspectiva religiosa, assistencial ou médica, práticas construídas como questões relativas aos ambientes hospitalares e assistenciais.

No campo educacional, a Educação Especial pode ser dividida em três períodos distinto: o nascimento das instituições e entidades, o desenvolvimento de legislações específicas e a era da Inclusão Social. 

Surtos de poliomielite motivaram a criações dos primeiros Centros de Reabilitações brasileiros nos anos 1950. Além da poliomielite, várias crianças nasceram com más formações vitimadas pelo medicamento Talidomida. Esses fatores, somados aos acidentes automobilísticos, de trabalho e armas de fogo, aumentaram consideradamente nas décadas seguintes o número de pessoas com deficiência, promovendo o desenvolvimento de nossa Reabilitação Profissional.

No campo cultural, lendas brasileiras, muitas trazem o tema deficiência em seu contexto de forma pejorativa. Na literatura destaque para vários autores com algum tipo de limitação, assim como nas artes em geral.

Se por cinco séculos a pessoa com deficiência caminhou em silêncio no Brasil, excluída ou segregada em entidades, a partir de 1981 – Ano Internacional da Pessoa Deficiente -, tomando consciência de si, passou a se organizar politicamente. E, como consequência, a ser notada na sociedade e atingiu significativas conquistas em mais de 40 anos de militância política.


Organizada de uma forma didática e multidisciplinar em vários capítulos, a obra destina-se às áreas como Psicologia, Pedagogia, História, Medicina, Política e afins.

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Curiosidade: Questionário e Relatório da Primeira Pesquisa

Relatório e Questionário originais da primeira pesquisa realizada por Emílio Figueira em 1991. Publicada no ano seguinte pela Revista Integração de São Paulo. Esse estudo deu origem a sua primeira monografia “O Mundo Deficiente“.








A “Psicologia do Excepcional” na História da Psicologia Brasileira

A deficiência, no Brasil, foi tratada ao longo da história, pela perspectiva religiosa, assistencial ou médica. A compreensão dessa história não pode ser dissociada dos processos de exclusão social. Começando pela política de exclusão dos primitivos indígenas, passando pelo assistencialismo dos jesuítas, a violência da escravidão, o pensamento médico no Brasil, a concepção de deficiência e as práticas a ela relacionadas foram construídas, ao longo de nossa história, como questões relativas aos ambientes hospitalares e assistenciais.

Outros fatores também reforçaram essa cultura. Em terras brasileiras, principalmente no final do século XIX e nas primeiras décadas do século XX, foi bem considerável o número de médicos que pesquisaram, escreveram e publicaram trabalhos científicos sobre pessoas com deficiências, sobretudo, as mentais, preocupados com a aprendizagem dessas crianças: “O despertar dos médicos nesse campo educacional pode ser interpretado como procura de respostas ao desafio apresentado pelos casos mais graves, resistentes ao tratamento exclusivamente terapêutico, quer no atendimento clínico particular, quer no, muitas vezes, encontro doloroso de crianças misturadas às diversas anomalias nos locais que abrigavam todo tipo de doença, inclusive os loucos.” (JANNUZZI, 2006, p. 31)