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Portal Papo de Mãe/Uol: De professor para professor

 


"Profissão de professor é algo muito nobre e sempre terá algo para comemorar por ser uma profissão de resistência no Brasil"

THAISSA ALVARENGA* PUBLICADO EM 07/10/2021, ÀS 07H24

Esta frase acima, logo depois do título, é do professor Emílio Figueira, cientista, escritor, psicólogo e conferencista em educação inclusiva. Como empreendedora social e mãe de 3 crianças em idade de educação infantil, sinto uma esperança nas palavras dele. Desde o começo da pandemia, pude ver de perto os desafios enfrentados por famílias com filhos que deixaram o convívio social para se protegerem. É claro que isso trouxe lacunas na educação, principalmente para crianças e adolescentes com alguma deficiência, que além da escola, faziam terapias que foram diminuídas ou até canceladas por algum tempo durante este período. E qual o impacto disso para alunos com deficiência? 

PARALISIA CEREBRAL NÃO APRISIONA O DESENVOLVIMENTO PESSOAL E SOCIAL

Artigo publicado hoje no Portal Sinapsys.News em 06/10/2021

Mais um ano chegamos hoje ao Dia Mundial da Paralisia Cerebral, deficiência caracterizada por alterações neurológicas permanentes que afetam o desenvolvimento motor e cognitivo, envolvendo o movimento e a postura do corpo. Condições que impõem desafios sim, mas que nunca limitam as inúmeras possibilidades de todos que desejam superar a deficiência humanitária da sociedade.    

O PAPEL DA PSICOLOGIA JUNTO AS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA EM TEMPOS DE INCLUSÃO

 


Artigo publicado na Revista Reação de julho/agosto de 2021, no Caderno Técnico Científico, número 138.

#paracegover – reprodução da página de revista com o título do artigo “O PAPEL DA PSICOLOGIA JUNTO AS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA EM TEMPOS DE INCLUSÃO”

UNICAMP: ENTRE A EDUCAÇÃO ESPECIAL E OS FRUTOS DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA

Jornal CÁ ENTRE NÓS, 13 edição, março/abril de 2021, LEPED – Laboratório de Estudos e Pesquisas em Ensino e Diferença – Unicamp – Campinas.

A Esquecida História Das Pessoas com Deficiência no Brasil e no Mundo


 Acabo de assistir ao filme CRIP CAMP – REVOLUÇÃO PELA INCLUSÃO, que me foi indicado pela minha amiga Silvana Louro. Documentário original da Netiflix, Produção Executiva de Barack e Michelle Obama, Vencedor do Festival Sundance de 2020, emocionou-me demais, além de trazer memórias e imagens que vivi nos anos 1970.

Sem querer dar spoiler, a narrativa mostra como pessoas com deficiências americanas foram sendo estimuladas e tendo suas autoestimas elevadas pelos hippes desde 1951. Duas décadas após, elas se organizavam em Movimentos e conquistaram muitos de seus direitos em um país onde eram totalmente invisíveis. 

A EDUCAÇÃO INCLUSIVA SIBSTITUINDO A EDUCAÇÃO ESPECIAL NA HISTÓRIA BRASILEIRA

REAÇÃO - REVISTA NACIONAL DE REABILITAÇÃO, edição de janeiro/fevereiro de 2021, no Caderno Técnico & Científico.

Jornal O Dia: Educação Inclusiva e Investimentos Públicos


 

Amigos, matéria publicada hoje na página Opinião do jornal carioca O DIA



Estadão: “O individualismo das novas gerações apaga a luta das pessoas com deficiência”

 


NOTA: Este meu artigo foi publicado no Estadão, 25 de dezembro de 2020, blog Vencer Limites, do jornalista Luiz Alexandre SouzaVentura, pelo qual fico muito grato! O #blogVencerLimites publica até o dia 31 de dezembro uma série de artigos exclusivos, escritos por convidados, sobre as expectativas para o ano de 2021. 

OS ESSENCIALISTAS E OS EXISTENCIALISTAS NA INCLUSÃO

 


Uma pergunta recorrente em minhas palestras é se as coisas melhoraram da época de quando eu era menino para cá.

As pessoas com deficiência ficaram por muito tempo escondidas da sociedade. Nos anos 1990 surgiria o conceito de Inclusão Social, uma grande revolução que abriu as portas de muitas casas de PcD, lançando-as pelas ruas rumo às infinitas possibilidades, atingindo campos e posições até então imagináveis à nossa classe.

O PSICÓLOGO E O DESAFIO DE INCLUIR

 


Como eu disse na crônica anterior, creio que a primeira grande mudança precisa ser nos bancos acadêmicos. Defendo para essas disciplinas o título Psicologia e Pessoas com Deficiência.  É necessário desenvolver uma nova mentalidade em estimular uma linha de trabalho, no qual o papel do psicólogo seja intervir na busca da superação das limitações.

Para os psicólogos já formados os desafios também são muitos. Temos mais de 46 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência no país. Precisamos gerar psicólogos mais preparados para atendê-las em suas necessidades específicas e, em muitos casos, psicólogos para serem o elo dessa inclusão social, mediadores entre o real e o ideal.

Considerando o grande número de pessoas, hoje em qualquer lugar que um psicólogo for atuar, deparará com esse público: se for para área organizacional, as empresas devem ter uma cota mínima dessas pessoas contratadas; no setor educacional está sendo discutido, implementado e garantido, a inclusão escolar; no setor hospitalar, elas ficam doentes como as demais; na clínica, mesmo se o psicólogo não atender diretamente essas pessoas, atenderá seus parentes.

Na inclusão, as iniciativas são da sociedade. E a Psicologia tem muito a colaborar nesse processo, onde a sociedade se adapta para poder incluir em seu contexto as pessoas com deficiência. Mas, por outro lado, essas mesmas pessoas precisam ser preparadas para assumir seus papéis na sociedade, o que abre várias possibilidades de atuações psicológicas.

Será uma forma de parceria entre toda a sociedade, visando equacionar problemas, decidindo sobre soluções, efetuando equiparações de oportunidades para todos. Estaremos, assim, realmente criando no relacionamento prático entre a Psicologia e pessoas com deficiência, na busca do ser humano por de trás da pessoa com qualquer tipo de limitação: suas reais necessidades, interações sociais, educacionais, relacionamentos familiares e afetivos, necessidades de atividades profissionais e, sobretudo, suas verdadeiras potencialidades a serem estimuladas de forma individual e coletiva.

Publicado 30/10/2020

O PSICÓLOGO COMO MEDIADOR NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA

 


A Psicologia é um campo de muitas possibilidades. E uma delas é atuar junto aos profissionais envolvidos em atividades educacionais (professores, diretores, coordenadores, educadores) oferecendo contribuições da Psicologia do Desenvolvimento, Aprendizagem, Ensino, Social, para melhorias nos processos de ensino e de aprendizagem.

Além do processo ensino-aprendizagem e desenvolvimento humano particularmente, algumas das temáticas de atuação dentro da Psicologia Escolar são a escolarização em todos os seus níveis, inclusão de pessoas com deficiências, políticas públicas em educação, gestão psicoeducacional em instituições, avaliação psicológica, história da Psicologia Escolar, formação continuada de professores, entre outras. 

AS PESSOAS COM DEFICIÊNCIAS E OS NOVOS DESAFIOS À PSICOLOGIA


 Se antes a pergunta era “O que são pessoas com deficiência?”, hoje a pergunta precisa ser “Como nós psicólogos devemos atuar para ajudar as pessoas com deficiência a ter mais autoestima e uma vida plena?”.

Várias décadas se passaram. E será que essas disciplinas acompanharam a evolução das pessoas com deficiência. Quase que não! Acredito que a primeira mudança precisa ser já em nossa formação acadêmica. Muitas faculdades ainda mantêm o título pejorativo dessas disciplinas de Psicologia do Excepcional. Com conteúdo quase que puramente classificando e/ou conceituando o que é deficiência, essas grades demonstram que a formação do psicólogo não apresenta avanço com relação às pessoas com deficiência, estabelecendo rupturas em termos epistemológicos. 

A IMPORTÂNCIA DOS AMIGOS NA INCLUSÃO ESCOLAR E SOCIAL


 Meus primeiros anos escolares foram isolados dentro da AACD – Associação de Assistência à Criança Deficiente. Em 1977, fui transferido para a AACD-Santana. Nessa época existia um muro interno que separava essa unidade do Colégio Buenos Aires, impedindo nós os alunos com deficiência em ter contato com os demais. Quantas vezes eu ficava olhando pelo portão de grade com cadeado as crianças correndo e brincando no pátio e não podia participar com elas. E, quando o colégio tinha alguma Data Comemorativa, o cadeado era aberto e nós, alunos da AACD, podíamos ir até lá. Mas ficávamos separados, vigiados em um canto do pátio sem poder se misturar e brincar com as demais crianças. 

A EDUCAÇÃO INCLUSIVA E O SEUS DESAFIOS DAQUI PRA FRENTE

Estamos vivendo um momento muito delicado para Educação Inclusiva, quando poucas pessoas acham que tem o direito de, por meio de um Decreto-Lei, determinar onde nós, crianças e pessoas com deficiência podemos ou não estudar.

Não podemos recuar. Pela minha própria experiência, cheguei até aqui, porque um dia eu fui incluído em uma escola regular. Tive professores que não focaram primeiramente em minha deficiência, mas sim em minhas possibilidades. O bom professor não aprende com bons alunos, mas sim com desafios, com os alunos que tira-lhe da zona de conforto! 

A INCLUSÃO E MINHA RELAÇÃO COM LEV VYGOTSKY

 

Desde a minha faculdade de psicologia, além de Paulo Freire, tenho como meu teórico preferido, o psicólogo bielo-russo Lev Vygotsky e sua visão positiva das deficiências que antes de ser vista como um impedimento, deve ser encarada como uma estimulação para que a pessoa se supere. Quando se coloca uma criança com deficiência entre outras crianças com limitações, ela não terá estímulos para o seu desenvolvimento. Mas se você a coloca entre crianças sem deficiências, ela procurará copiar seus colegas e a querer fazer as mesmas coisas que as demais e terá o seu desenvolvimento naturalmente.

O ESCRITOR QUE NÃO SERIA ALFABETIZADO

 


Quando fiquei com paralisia cerebral durante o meu parto no final dos anos 1960, com sérios danos na fala e na coordenação motora, para grande parte das pessoas que me conheciam, eu já estava com o meu destino traçado. Ser dependente das outras pessoas, isolado dentro das instituições. Ainda mais naquela época onde nós, pessoas com deficiência, vivíamos totalmente excluídos da sociedade.

Alguns médicos chegaram a dizer que eu nem seria alfabetizado. 

O PAPEL DA CRECHE NA INCLUSÃO ESCOLAR

 


A Inclusão Escolar de aluno com deficiência exige que a educação de maneira geral reveja seu papel, fundamentando-se no princípio da educação como o direito social de todo cidadão brasileiro. Ela permitiu a ampliação do debate e da reflexão sobre a diversidade humana nas dimensões sociais e, ao mesmo tempo, das diferenças e necessidades individuais. A educação infantil não pode fugir dessa responsabilidade, permitindo-se na mudança de ideias e em atitudes e práticas nos âmbitos políticos, pedagógicos e administrativos, gerando mudanças paradigmáticas na sociedade como um todo. 

O DIA: Deficiência Intelectual na velhice com autonomia e independência


Artigo publicado no jornal impresso e no site do carioca O DIA, Coluna Opinião, 27 de agosto de 2020.

Clique aqui para ler no site do jornal  

As Paralimpiadas E Seus Ganhos Psicológicos E Sociais

Se já tivemos vários exemplos dessas histórias de superações na Olimpiada do Rio, imagina só o que podemos esperar da Paralimpiada à partir do próximo dia 7 de setembro? Em mão dupla, ao longo de todas as suas edições. ela beneficiou não só os atletas paralimpicos, mas a construção de uma sociedade inclusiva com um todo!

Este é o maior evento esportivo mundial envolvendo atletas com deficiências físicas(de mobilidade, amputações, cegueira ou paralisia cerebral), além de pessoas com deficiência intelectual.

Realizados pela primeira vez em 1960 em Roma, Itália, teve sua origem em Stoke Mandeville, na Inglaterra, onde ocorreram as primeiras competições esportivas para pessoas com deficiência física, como forma de reabilitar militares feridos na Segunda Guerra Mundial. Desseseis anos depois, já eram quarenta países competindo, levando a mais pessoas com deficiência a possibilidade de praticar esportes em alto nível nas vinte e sete modalidades compõem o programa dos Jogos Paralímpicos.

O esporte devolve na pessoa com deficiência uma função e atividade na vida. Ela se descobre capaz de realizar coisas que nem imaginava e até de forma competitiva. A convivência coletiva com outros atletas, equipe e tantas outras pessoas fortalece ainda mais a sua autoestima. E nesse círculo, a inclusão social ocorre de maneira natural.

E neste ganho entre pessoas/atletas com deficiência e sociedade, a mídia mundial vem desempenhando um papel fundamental. Mostrando essas pessoas como atletas competitivos, sem, contudo, apelar para os estigmas culturais.  Por muito tempo nem se falava em Paralimpiadas na mídia.

Hoje toda a imprensa brasileira aborda o tema e até canais de televisão transmitem modalidades ao vivo. Isto graças aos resultados que as pessoas com deficiência foram conquistando no esporte e na vida. Mas todas as abordagens jornalísticas precisam ser isentas de tintas piegas, nem coitadinhos, nem super heróis. Os paralimpicos são atletas preparados para dar o melhor de si, pessoas como as demais com erros e acertos.

E com resultados surpreendentes!

Nas últimas edições os esportes paralímpicos deram mais resultados ao Brasil do que os esportes olímpicos. As pessoas sem deficiência veem que esses atletas paralimpicos como capazes e, consequentemente, a sociedade rever de forma positiva os seus conceitos sobre deficiência. Além que, outras pessoas com deficiência sem ser atletas podem se espelhar nelas, descobrir-se capaz de realizar seus sonhos e se superarem. E nesse jogo todos ganham!

COMO REFERENCIAR ESTE ARTIGO:

FIGUEIRA, E. As Paralimpiadas E Seus Ganhos Psicológicos E Sociais. In: Jornal Extra. Rio de Janeiro: agosto de 2016.