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As Pessoas com Deficiência no Contexto da Literatura Infanto-Juvenil e Ddática

Publicado na Revista Mimesis – Ciências Humanas/USC, Bauru, v.21. n. 1. 2000.















A Fissura Labiopalatal de Guignard

EM FOCO, informativo do Hospital Centinho/USP e Funcraf – ano 3 – número 34 – Bauru, fev/março de 2002.


A Força De Temas Sobre Pessoas Com Deficiência No Mundo Audiovisual

Vale dizer de início que este texto, que teve seu primeiro rascunho já nos anos 1990, foi o embrião do meu recente livro CINEMA E INCLUSÃO – UMA RELAÇÃO HISTÓRICA ENTRE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA E A SÉTIMA ARTE. Essa obra (com distribuição gratuita, basta clicar aqui), rendeu um número significativo de produções internacionais, nacionais, documentários, animações infantis, não foi nem de longe a minha intenção fazer um levantamento com a plenitude para se esgotar o tema e muito menos realizar um trabalho acadêmico.

Mas sim oferecer exemplos e uma  catalogação, mesmo que modesta, com dois objetivos: Oferecer propostas e inspiração para diretores, roteiristas, atores e produtores cinematográficos desenvolvam ou incluam pessoas com deficiência em suas produções. E dar subsídios para professores e educadores que queiram trabalhar com o tema inclusão nas escolas em geral.

PRIMEIROS REGISTROS BRASILEIROS

No Brasil nossos primeiros registros de filmes sobre pessoas com deficiência são “Feliz Ano Velho” (1987), dirigido por Roberto Gervitz, com Marcos Breda, Malu Mader, Carlos Loffler. Livre adaptação da obra homônima de Marcelo Rubens Paiva, o filme narra a luta de um rapaz para retornar sua vida e vencer o trauma do acidente que o deixou tetraplégico.

A Presença Da Pessoa Com Deficiência Visual Nas Artes III

Publicado pela Rede Saci, São Paulo-SP, em 25/03/2003

 Sob a batuta de um mestre

Devido a uma paralisia cerebral aos cinco anos, o professor aposentado Sidney Marzullo, hoje com 62, passou a não enxergar mais, depois de uma congestão que o levou a perder todos os sentidos. Com o tratamento, ele foi recuperando-os, mas a visão foi totalmente afetada. Cego, Marzullo foi percebendo uma aptidão: a música.

De uma forma toda especial, Marzullo rege um coral de 18 cegos. Trata-se do União Arte e Integração, que tem feito shows pelos estados brasileiros. Com o auxílio de um instrumento chamado diapasão (utilizado para marcar o tempo durante a condução da música), ele afina, orienta e corrige a participação de sopranos, tenores, barítonos e contraltos, dispostos no palco de forma típica (o quarteto vocal clássico). Por força das circunstâncias, o que normalmente é feito por gestos exige concentração redobrada, já que ele se movimenta entre os coralistas, para controlar de perto o desempenho de cada um.

A Presença da Pessoa com Deficiência na Arte: Alguns Apontamentos Sobre Artistas ou Personagens

Publicado na Revista Temas em Desenvolvimento, v.11, n.65, 2002.














Pessoas com Deficiência na História da Arte: Novas Observações


Publicado na Revista Temas Sobre Desenvolvimento, v.13, n.74, 2004.
















Virgínia, uma biografia

Algumas biografias de artistas são bem interessantes. E a de Virgínia Vendramini, deficiente visual, é uma delas…

Publicado em 05/09/2005

Artista plástica, poetisa, coralista e professora de Língua Portuguesa do Instituto Benjamim Constant, Rio de Janeiro de 1968 até 2000, quando se aposentou para que pudesse se dedicar integralmente às suas aptidões criativas, Virgínia Vendramini tem muito a contar. Basta darmos uma olhada em seu site www.virginiavendramini.com.br.

Com visão residual até os 16 anos, quando ficou definitivamente cega devido a glaucoma, Virgínia passou grande parte da infância em contato com tintas e aquarelas, influenciada pelos pais. Na tapeçaria, pôde se envolver novamente com cores, ainda muito vivas dentro de si. Nascida na cidade paulista de Presidente Prudente, vive no Rio de Janeiro desde 1961, sendo formada em português e literatura pela Universidade Gama Filho.

Pintando para cego

Publicado em 12/08/2002


Em um momento onde nunca se discutiu tanto a filosofia da inclusão social, vários artistas também passam a ter esta visão. Um projeto bem interessante são as exposições idealizadas pela artista plástica mineira Eni D’Carvalho*. Trata-se de telas concebidas para explorar os sentidos tátil, visual e sinestésico, que produzem sensações múltiplas no apreciador das artes plásticas. O trabalho é voltado especialmente para deficientes visuais que podem tocar as telas, além de ler o texto que acompanha cada obra, escrito em braile, visando instruir o espectador sobre o material, a forma e a idéia que deram origem a concepção do trabalho. Uma maneira de estabelecer uma interação comunicativa com o apreciador das Artes Plásticas.

Segundo o Projeto intitulado “Novas Percepções nas Artes Plásticas” e conhecido carinhosamente como “Pintando para Cegos”, visa sinalizar a chegada de uma nova forma de pensar ações de cultura para os portadores de deficiência visual, cidadãos cuja presença quantitativa deverá adquirir um significado determinante para o estabelecimento de novas relações e, portanto, para a instauração de novas atitudes. Segundo a artista, a reinvenção no trato com as questões dos deficientes visuais será um desafio para todos nós. São telas em acrílico, óleo e técnica mista, utilizando texturas, formas e cores que permitirão ao público-alvo, através do tato/contato, perceber as imagens e mensagens, tendo os seguintes objetivos:

Rosa Riccó – Perceber sem ler

Artista plástica, desenvolveu no interior paulista, através de um projeto de iniciação científica, uma exposição de pinturas para serem tocadas e sentidas por deficientes visuais

Publicado em 26/08/2002

Vem da cidade paulistana de Bauru um exemplo positivo de arte produzida para deficientes visuais. Uma pesquisa desenvolvida pela artista plástica Rosa Maria Riccó Plácido da Silva, pretendeu verificar possíveis materiais expressivos e adequados para a confecção de trabalhos artísticos sobre tela, ou outras bases, destinados especificamente aos portadores de deficiência visual. Constatou-se inicialmente, através da leitura de livros especializados no assunto e na busca de informações mais abrangentes junto a entidades ligadas aos deficientes visuais, que não havia conhecimento até o presente de trabalhos de natureza artística, isto é, a concepção e execução de obras artísticas voltadas especificamente para esse público.

A vista destas informações procedeu a organização de um projeto de pesquisa sob título “Perceber sem ver – uma proposta de artes plásticas para deficientes visuais (dv)”, contemplada com bolsa de Iniciação Científica pela FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – orientadora: Profa. Dra. Nelyze Apparecida Salzedas – UNESP/Bauru e co-orientador: Prof. Carlos Alberto Albertuni – USC/Bauru) e desenvolvida junto a Universidade do Sagrado Coração na cidade de Bauru (SP), tendo por objetivo viabilizar a produção de trabalhos artísticos destinados aos deficientes visuais.

CLÉLIA BONANI: Rumo ao mundo das letras!

Publicado em 16/08/2002

Formada em Administração de Empresas e pós-graduada em Informática, a paulistana Clélia Bonani, 33 anos, portadora de um problema de coordenação motora, causado por uma paralisia cerebral, diz ter dois objetivos principais pela frente: conseguir uma chance para se colocar no mercado de trabalho e encontrar uma editora para editar o seu primeiro romance, aspirando assim, uma carreira literária! Confia a entrevista que ela concedeu ao site Sentidos:

SENTIDOS: Conte-nos um pouco do início de sua história, seus primeiros anos de vida?

CLÉLIA: Sou a caçula de uma família de quatro filhos, netos de calabreses, onde todos, sempre e em qualquer circunstâncias, fomos condicionados ou ensinados, desde sempre a lutar muito por nossos ideais. Tudo isso dentro de padrões morais rígidos, tendo como base a honestidade, no sentido mais amplo possível.

Documentando a Arte

Publicado na Revista Sentidos, ano 1, número 7,  julho de 2002.