As Pessoas Com Deficiência Dialogando com a Arte


O trabalho com a arte no ambiente escolar passa necessariamente pelas questões básicas das características que deve ter uma Sala de Aula Inclusiva. Uma delas são as estratégias metodológicas e ações pedagógicas, permitindo aos alunos o acesso igualitário a um currículo básico, rico e uma práxis pedagógica de qualidade.

Os professores que trabalham nesta área, deverão partir do princípio que todos os alunos com deficiência são capazes e podem desenvolver suas potencialidades, tendo claro em mente que, quem pouco experimenta em si mesmo, pouco pode reconhecer no outro. 
As relações professores e alunos devem adquirir uma dimensão de transparência e respeito. No processo de Educação Inclusiva, poderá surgir a necessidade das adaptações curriculares que, tais adaptações apresentam como objetivo principal o desenvolvimento e a aprendizagem dos alunos, tendo como ponto principal a elaboração do projeto político-pedagógico (PPP) e a implementação de práticas inclusivas na escola. Essas adaptações devem ser realizadas quando necessário, para tornar o PPP adequado às características dos alunos com e sem deficiência.

No fazer artístico pode ocorrer o aprimoramento da sensibilidade que adquire, além dos aspectos reais, um sentido altamente simbólico que abre novas perspectivas criadoras para os seres humanos. Estabelece-se uma íntima relação entre os sentidos perceptivos, compreendendo esta percepção, se ampliam à sensibilidade e a imaginação, como uma expansão do horizonte pessoal.

Enquanto professores, temos grandes responsabilidades na função de ajudar o aluno com ou sem deficiência na elaboração do seu processo artístico, no regaste da importância humana, criativa e expressiva desses cidadãos valorizados por meio de uma humanidade com consciência plural e social. Acreditando principalmente em nossa própria capacidade de ser professores e em nossa tarefa de educadores.

O fazer artístico coloca como principal esforço a singularidade de cada pessoa, sendo um princípio básico e fundamental da boa educação pela arte que cada estudante observe e descubra por si mesmo suas próprias forças, inclinações, possibilidades e limitações. O ensino da arte está íntima e fundamentalmente envolvido com os sentidos humanos. 

As respostas imaginativas e perceptivas implicam em ouvir, tocar, sentir, degustar melhor o mundo físico estimulador que nos rodeia.

Em outro aspecto, as artes, nas suas variadas manifestações, oferecem a possibilidade de transcender os limites dos acontecimentos cotidianos, permitindo ao indivíduo uma extensão da sua experiência na vida real e descortinando novas visões no sentido da fantasia e da criatividade, dando ao aluno um sentido do passado, visão do presente, prospecção do futuro; procurar desenvolver sentido crítico e analítico da realidade, ao mesmo tempo em que se reconhece a riqueza subjetiva dos sentimentos, valores, percepções e potencialidades; um diálogo estabelecido entre o estudante e sua cultura, intensificando o sentido de humanização progressiva e comunitária; bases do enriquecimento pessoal e moral do ser humano em uma prospectiva cada vez mais ampla da sua pessoa e das suas circunstâncias.


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Emílio Figueira - Escritor

Por causa de uma asfixia durante o parto, Emílio Figueira adquiriu paralisia cerebral em 1969, ficando com sequelas na fala e movimentos. Nunca se deixou abater por sua deficiência motora e vive intensamente inúmeras possibilidades. Nas artes, no jornalismo, autor de uma vasta produção científica, é psicólogo, psicanalista, teólogo independente. Como escritor é dono de uma variada obra em livros impressos e digitais, passando de setenta títulos lançados. Hoje com cinco graduações e dois doutorados, Figueira foi professor e conferencista de pós-graduação, principalmente de temas que envolvem a Educação Inclusiva. Atualmente dedica-se a Escrever Roteiros e projetos audiovisuais.

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